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sexta-feira, 24 de maio de 2013

[Revistas] Kera, Kera Maniax e Gothic&Lolita Bible

A KERA começou por ser uma revista de "street snap" e o nome original era "KEROUAC". Esta revista foi lançada em 1998, o mesmo ano em que outra famosa revista de street snaps foi lançada, a FRUITS. O nome acabou por ser encurtado em 2000 para KERA.
A revista focava principalmente estilos ligados à música combinados com fotografia estilo documentário da cultura de designer de Harajuku que incluia marcas ligadas aos estilos cyber e de fantasia como a Fotus, W & lt e a cyberdog e estilos mais femininos e punk que apareciam na revista CUTIE. Marcas já estabelecidas e famosas como a Milk e a Ba-tsu foram começando a ser vistas de forma diferente e coordenadas de maneiras também diferentes até então visto que a revista as apresentava juntamente com outros items de marcas mais recentes que eram usadas de outras maneiras também.
Com a popularidade do visual-kei a aumentar - e com um crescente número de bandas e artistas novos - também aumentou a necessidade de ter uma revista que reflectisse a cultura e a moda que estava a km de distância daquilo que era visto no mercado comercial que prevalecia na altura. A revista Gothic & Lolita Bible foi lançada no ano de 2000 inicialmente como uma edição especial da KERA e foi a primeira revista dedicada aos estilos Gothic e Lolita. De entre os seus artigos e fotografias normais podemos destacar fotos do Mana, artigos sobre a história do estilo gótico, dicas para penteados e maquiagem bem como exemplos dos lançamentos de marcas tão diversas como a Metamorphose temps de fille, Victorian Maiden e Black Peace Now.



A KERA Maniax foi lançada em 2003 com foco num estilo e em roupas ainda mais "dark" bem como referências e foco em estilos e elementos culturais internacionais como a vida e arte de Lewis Carroll, Bjd (ball-joint dolls) e entrevistas com icons como a Courtney Love (uma fã da KERA Maniax). Mesmo assim as capas da revista conseguem juntar sempre esse lado mais "dark" com o típico kawaii japonês.
Em Fevereiro de 2008 foi lançada a versão em inglês da Gothic & Lolita Bible que, devido à procura tem sido um autêntico sucesso.
No volume 4 temos uma pequena representação portuguesa (Redtonic) em uma das páginas:


Infelizmente, devido às fracas vendas, a versão traduzida da Gothic & Lolita bible terminou após o 4º número.
Esperamos que tenham gostado de saber um pouco mais sobre estas revistas e que sigam o nosso blog.

Qual a vossa publicação favorita!

sábado, 23 de abril de 2011

Conheça a "redtonic"

Nome: Joana
Idade: 27 anos de idade
Localização: Porto
Ocupação: Professora

1.Há quanto tempo começaste a adoptar o estilo lolita? Não sou daquelas pessoas que segue as coisas tintim por tintim numa linha temporal… se calhar uns 6 anos?

2.Se pudesses pedir 3 desejos agora mesmo, o que pedirias? 1. Voltar atrás no tempo e descobrir Lolita quando era adolescente.
2. Conseguir com um estalar dos dedos estar rodeada de apenas pessoas que encaram o estilo como algo sério e que têm um bom coração.
3. Ter uma vida económica mais estável. Pensar e repensar tudo com base em valores monetários de certas coisas e actividades realmente limita imenso as nossas escolhas e apesar de não ser tudo (como diz a gíria popular), o dinheiro traz realmente felicidade.

3.Achas que o estilo lolita pode ou deve ser encarado como moda regular ou apenas como algo usável em eventos muito próprios (encontros lolita, encontros ligados à cultura moderna japonesa...)? Acho que cada um sabe de si embora não pense que, começar a seguir Lolita se só se vai encarar a roupa como um “costume”, seja a forma mais positiva de encarar o estilo. Se assim fosse, obviamente, as roupas não seriam nem tão bem feitas, nem tão dispendiosas. Lolita é uma moda regular mas as pessoas também devem saber vestir-se consoante a ocasião e de forma a evitar mais mazelas feitas pelo ambiente social em que estamos inseridos (e convenhamos que não vivemos no país mais liberal no que toca a mentalidades).

4.O que é que te atrai na moda lolita? E o que te chateia mais? O que me atrai na moda Lolita é simplesmente o look do estilo e também a forma como as peças nos fazem sentir. São realmente verdadeiras obras de arte em alguns casos e ter acesso a algo tão bonito e especial faz-me mesmo sentir orgulho. Não creio que seja algo que se possa explicar, lido assim poderá até parecer tonto. Experienciem-no e voltem a ler isto, com outros olhos, daqui a uns tempos.
O que mais me chateia é a atenção negativa que atrai. Não só na rua com comentários desagradáveis e olhares reprovadores mas também online. O curioso é que no primeiro caso virá de pessoas que desconhecem totalmente o estilo e são assim confrontados com uma realidade desconhecida de forma imediata (entendendo mais facilmente a reacção que é às vezes de choque) enquanto que, no segundo caso, isto parte usualmente de pessoas que supostamente têm algum tipo de apreço pelo estilo mas, por motivos que desconhecemos, sentem-se na obrigação e direito de ofender quem o seque de forma fiel.

5.Se tivesses de escolher um ou dois estilos que te são mais próprios,quais seriam? Sempre foram os mesmos: Classic Lolita e Gothic Lolita (variantes mais elegantes)

6.Dentro de todas as peças que tens no armário, qual é a tua favorita?
Tenho duas peças que são as minhas favoritas. São as duas da mesma loja e supostamente do mesmo estilo mas encaro-as com um espírito totalmente diferente. Uma é o vestido “Iron Gate print”: demorou tanto tempo a encontra-lo e foi bastante caro. Felizmente não tão caro como seria comprá-lo hoje. O segundo é o vestido “Blue Rose”: mal saiu fiquei completamente apaixonada, tanto pelo padrão como pela mistura de cores. Não me vejo a usá-lo como gothic que é supostamente aquilo que a marca vende mas uso imenso como classic e não me canso dele. Curiosamente, ao contrário do anterior este, quando saiu, teve críticas bastante duras nas comunidades Lolita. Li bastantes vezes a expressão “cortinados da avó” como sendo algo negativo. Para mim algo desse género é sempre mais do que positivo. Na verdade, hoje, é um dos lançamentos mais populares da marca.

7.Dentro de todas as peças lançadas no mercado, qual é no momento aquela que mais desejas? Neste momento é algo que ainda não saiu mas da qual já foram lançados alguns dados e reveladas algumas fotografias muito pouco detalhadas. Um é o vestido longo da Moi-même-Moitié com o padrão mais recente “Holy Stained Glass” e também uma nova peça verde que terá um padrão de inspiração lunar mas que de pouco se sabe ainda, também da Moi-même-Moitié. Suspense!

8.O que é que pensas da evolução da comunidade do teu país durante os 4 anos da existência da Egl Portugal? Creio que estamos numa fase muito pouco animadora. Nos anos passados havia muita gente que, sem acesso a matérias em publicações ou outros órgãos de comunicação, nos encontravam e acabavam por ficar e aderir ao estilo. Hoje em dia, mesmo com toda a divulgação penso que o número de pessoas que querem seriamente juntar-se ao estilo em Portugal tem vindo a estagnar o que é lamentável. Ao mesmo tempo nota-se o crescendo de um sentimento cada vez maior de individualismo e menor de sentimento de pertença a uma comunidade. Temos pessoas que até já admitiram publicamente que não vão aos órgãos de comunicação para promover a Comunidade (que teria sido o objectivo inicial) mas promover-se a si mesmos. Isto para mim é algo de inconcebível.

9.Há quanto tempo fazes parte da Egl Portugal? A Egl Portugal foi criada por mim em 17 de maio de 2006.

10.Existe alguma personalidade ligada a lolita ou lolita que te fascine ou inspire? Há muitas pessoas que me inspiram todos os dias. Algumas mais famosas, outras menos mas todas importantes. As comunidades de pessoas normais como eu e tu por esse mundo afora e a partilha de informação entre todos nós é aquilo que mais me inspira. Não copio os seus coordenados nem imito parte deles de forma consciente mas tenho a certeza que inconscientemente os meus favoritos estarão sempre em alguma coisa daquilo que visto e/ou gosto.
Não sou uma pessoa que é facilmente fascinada pelos outros, sou muito terra-a-terra.

11.Achas que o estilo lolita é um estilo que é bem aceite pelo público em geral? Não. Nada do que foge da norma é bem aceite pelo público em geral. Creio é que, dentro dos chamados estilos alternativos, Lolita é um dos que menos choca essas pessoas; talvez por ser fofo, bonitinho e elegante. Isso acaba por fazer com que as pessoas mais facilmente se metam com uma Lolita na rua do que com outras pessoas que vestem coisas com um ar mais agressivo.

12.O que achas que pode ser feito pela Egl Portugal para atingir opróximo passo para a promoção do estilo em Portugal? Acho sinceramente que a Egl Portugal já fez muito para promover o estilo mas cheguei à conclusão que se calhar não deveria apenas ter-se limitado ao segmento que incluí aqueles que gostam de alguma maneira de elementos da cultura pop japonesa.

13.Qual a mensagem que gostarias de deixar às lolitas portuguesas e/ou fãs do estilo? Sejam pacientes, sejam poupados, sejam sinceros e ouçam os outros. Quando alguém faz uma crítica não vos quer necessariamente mal. Querer-vos mal seria ignorar-vos e pensar sempre e apenas no próprio umbigo. Se alguém vos diz algo que não vos agrada, perguntem os porquês mas façam-no de forma educada. Isto acaba por ser uma lição de vida e não algo simplesmente ligado a Lolita. No fundo o importante é sermos todos humildes e estarmos todos ligados de forma positiva. Vamos acabar com a fase dos “eu, eu, eu, eu, eu, eu” que se vive por todo o lado. Força, irmã de armas lolita.

Muito obrigada por teres aceite responder às nossas questões. Foi um prazer entrar no teu mundo por uns instantes.

Visita-nos em: www.eglportugal.pt.vu !